Sobre influências e risos na platéia.
Faz tempo, muito tempo, eu pensei em fazer um livro de quadrinhos.
Na adolescência, mil coisas na cabeça, se confundiam em mim.
O desenho era ainda tosco, e meu objetivo, era superar os limites do meu traço.
Menino, assistia aos filmes de Walt Disney. depois vieram a Mônica e o Cebolinha.
E um dia pensei em ser o homem aranha.
Ouve um tempo, que as animações do Mordillo, passavam no fantástico.
Meu irmão mais velho, perdeu a coleção da Mad, na enchente de 83.
Foi aos 16 anos, quando fui estudar no centro da cidade, que fui encontrar em um sebo,
gibis alternativos como o Balão, número 8. E um gibi do Brucutu.
Mais tarde, descobri o quadrinho europeu, Garagem Hermética, Spirou, Metal Hurlant.
Depois vieram os eróticos, Lassavy, Wolinsky e lembro do Marcianinho da revista Homem.
Não posso esquecer do Henfil e seus Fradins. Capitão Ipanema e seu Jaguar.
Os cartuns de Quino, e depois, o pessoal da Fierro.
O sucesso de Ziraldo e seus meninos.
Um dia, tudo isso, virou arquivo.
Tenho estudado meu traço, por vinte anos.
E tenho convivido com a minha geração, influênciada pelos quadrinhos undergound, e toques de grafite,
A influência surrealista sem sentimento de culpa.
Tem os cordeis que encontrei nas praças, e que um dia tive o prazer de ilustrar, um livretinho do Téo Azevedo.
Essas ilustrações e gravuras das capas dos cordéis, lembram os livros de autor, Epilético e Persépolis.
Que por sua vez, lembram os quadrinhos underground e o grafite.
Fechando o círculo de influências e troca de figurinhas.
Acho que existe uma tribo, que é toda uma geração.
Ontem, 16/06/2008, Fiz a primeira página de meu segundo livro.
Escrito por stockadas às 11h10
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